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Mulher é mais
suscetível a problema de coluna
Embora possam deixar a mulher mais bonita e
sensual, o uso de salto alto e a famosa postura
de bumbum empinado são grandes causadores de
danos na coluna. O alerta é feito pelo doutor em
Chiropatia Flávio Calixto, diretor do Instituto
Brasileiro de Coluna, de Curitiba, que previne e
trata problemas de coluna sem medicamentos ou
cirurgia por meio de Chiropatia. Por conta
desses e de outros fatores, oito em cada dez
pacientes do instituto são mulheres.
Segundo o dr. Flávio Calixto, principalmente
mulheres abaixo dos 30 anos apresentam problemas
em virtude do salto e da postura inadequada. “Os
casos vão de uma simples dor muscular a uma
hérnia de disco”, diz o doutor.
Ele explica que “empinar” o bumbum gera um
sobretrabalho muscular paravertebral que pode
também levar a dor no ombro e na cabeça. Em
relação ao salto alto, ele explica que altera a
biomecânica e movimento da coluna. “O centro de
gravidade da mulher fica alterado, criando uma
hipercifose, ou corcunda avançada. O resultado é
dor na região dorsal”.
Além disso, o uso constante do salto alto também
causa o encurtamento do tendão de Aquiles. Neste
caso, quando a mulher anda sem o salto doem o
calcanhar e o músculo da panturrilha. “Para
tentar evitar a dor, a mulher acaba dobrando o
joelho, o que novamente altera a posição da
coluna e causa mais dores”.
Problemas também surgem quando a mulher gosta de
andar rebolando. Isso gera movimento nas
articulações da bacia com a coluna, que são
desenhadas para a estabilidade. Como
conseqüência, de acordo com o dr. Flávio Calixto,
há uma hiperelasticidade nos ligamentos lombares
e sacroilíacos, obrigando os músculos a entrarem
em movimento. “Daí novamente surge a dor, que
pode ser nas pernas, no glúteo ou na região
lombar”.
Outra situação bastante comum são as grávidas
sentirem dor na coluna. São dois motivos básicos
para isso. O primeiro é postura inadequada
arcando os ombros para trás para compensar o
peso da barriga, o que cria hiperlordose,
causadora de dores musculares e até de hérnia de
disco. O segundo motivo é que se a postura não é
adequada, não há o relaxamento dos ligamentos
para abrir a bacia e facilitar a passagem do
bebê, dificultando o parto.
Segundo o dr. Flávio Calixto, as mulheres podem
amenizar estes problemas com a prevenção. “Em
relação ao salto, não é preciso abandoná-lo.
Basta ter prudência e usá-lo com moderação. Já a
postura deve ser corrigida de vez, deixando de
lado o bumbum empinado e as reboladas ao andar”.
Para quem ainda não tem problema e para quem já
apresenta danos na coluna, a Chiropatia, que é
uma ciência e arte, é indicada por prevenir e
tratar com resultados satisfatórios. O chiropata,
sem uso de medicamentos ou cirurgia, alinha a
coluna vertebral por meio da manipulação. Em
relação às mulheres grávidas, por exemplo, a
necessidade de cesariana é reduzida em 70%
quando se faz um tratamento chiropático durante
a gravidez.
Em casos de hérnia de disco, que também afeta
muitos os homens, o índice de sucesso no
tratamento chega a 90%. “Inclusive temos vários
casos de pessoas que passaram por cirurgia
convencional e, sem resultado, recorrem a
Chiropatia para resolver o problema”, diz o dr.
Flávio Calixto.
Estudante resolveu escoliose e agora busca parto
normal
A estudante Emanuele de Oliveira é um exemplo de
grávida que recorreu à Chiropatia para ter um
parto normal. Aos oito meses de gravidez, ela
conta que em nenhum momento sentiu qualquer tipo
de dor. “Tenho certeza que isso é resultado das
sessões mensais de Chiropatia”.
Na verdade, as sessões durante a gravidez são a
extensão de um tratamento que já vem sendo feito
há dois anos. Depois de passar por vários
ortopedistas, horas e horas de fisioterapia e
estar quase na mesa de cirurgia para corrigir
uma escoliose, ela conheceu a Chiropatia e de lá
para cá é paciente assídua do Instituto
Brasileiro de Coluna. “Resolvi completamente a
escoliose e agora uso a Chiropatia como
prevenção a novos problemas, o que tem me
deixado livre de dores e com uma vida normal”.
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